Chamada final de Tim Cook: uma despedida Siri-ous

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“Eu amo a Apple.” Essas foram as palavras de Tim Cook. Outubro de 2011. Lançamento do iPhone 4S. Ele era o novo CEO na época, ansioso para provar seu valor depois de assumir o comando de Steve Jobs, que estava morrendo.

Agora é 2025.

Quinze anos se passaram. A empresa vale trilhões. Mas esta Conferência Mundial de Desenvolvedores é diferente. É um adeus disfarçado de olá. Cook se apresenta pela última vez antes de entregar as chaves a John Ternus em setembro. Não há manual para esta transição. Cook interveio quando o câncer de Jobs piorou; não há precedente para esse tipo de transferência na tradição da Apple.

Território desconhecido.

WWDC sempre foi sobre olá. Olá iOS. Olá Apple Silicon. Olá IA. Mas este ano carrega um peso que falta aos outros. Como disse Paolo Pescatore, da PP Foresight:

“WWDC 2026 [sic] tem muito mais significado do que uma vitrine normal de software. É tanto uma transferência simbólica quanto uma atualização técnica.”

Ternus estará lá? Talvez. Talvez não.

Ele é um cara de hardware. Os eventos de software não são sua terra natal. Ele apareceu na estreia da Apple Silicon durante o bloqueio pandêmico, claro, mas isso é raro para ele. Se ele aparecer ao lado de Cook no palco, será uma passagem de bastão cerimonial. Caso contrário, ele provavelmente guardará sua introdução adequada para o evento do iPhone em setembro. É quando ele realmente conseguirá flexibilizar, de qualquer maneira. Rumores dizem que os próximos 12 meses serão repletos de novos gadgets. Uma chance de começar forte? Você aposta.

Cook, por sua vez, parece interessado em evitar o drama. Sem longos discursos. Sem monólogos chorosos. Apenas marcos. Uma saída silenciosa, focada no que funcionou, ignorando o barulho da aposentadoria. Ele não roubará o destaque das atualizações do sistema operacional – iOS, macOS, watchOS, iPadOS – mas com certeza roubará o destaque com o Siri.

Levando a Siri além da linha

Siri é o fantasma que assombra a gestão de Cook.

Foi lançado sob ele. Na verdade, outubro de 2014, mas a aquisição foi anterior e o lançamento parecia o momento dele para modernizar a interação. As pessoas riram. O assistente era desajeitado. Faltou a intuição de ficção científica que todos esperavam. Alexa, da Amazon, surgiu três anos depois e deixou a Siri comendo poeira por uma década. Preocupações com privacidade? Sim. Mas a verdadeira questão era a capacidade bruta. Siri não conseguia pensar.

Até agora.

Ou foi o que a Apple afirmou. Eles prometeram “Apple Intelligence”. Eles prometeram um Siri mais inteligente. E então? Silêncio. Atrasos. Mais atrasos. No mês passado, a FTC deu um tapa na Apple com um acordo de US$ 250 milhões. Eles supostamente mentiram sobre o que o Siri poderia fazer. Foi um trecho confuso da história logo antes da linha de chegada.

Esta WWDC tem que consertar isso.

Por que? Porque Cook não deixa cair nada na marca de 99%. Não quando ele está saindo. Não quando Siri é o fio condutor que une seu reinado de 15 anos. Jobs comprou a tecnologia, mas Cook alimentou a ideia de um companheiro digital útil e privado. Ir embora sem ver isso? Impossível.

Siri não é apenas um recurso. É o cérebro para o que está por vir. AirPods com câmeras. Tablets domésticos robóticos. Coisas para as quais ainda não temos nomes. Eles precisam da Siri.

Então, imagine isso.

Siri avançado. Finalmente trabalhando. Finalmente prontos para viver na nuvem, nos nossos ouvidos, nos nossos bolsos. Cook o apresenta, passa as rédeas do império da tecnologia para Ternus e vai embora. Nas colinas. Para ler livros. Para desconectar.

O que acontece a seguir? Quem sabe. O cenário está montado. A cortina está subindo. Teremos apenas que esperar e ver como o capítulo termina.